POLÍTICA – A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou favoravelmente ao pedido de prisão domiciliar para o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro. O parecer foi protocolado nesta segunda-feira (23/03) no Supremo Tribunal Federal (STF) pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet.
Na manifestação, a PGR opinou pelo deferimento da prisão domiciliar em caráter humanitário, sob a justificativa de agravamento no estado de saúde do ex-mandatário. A decisão final caberá ao ministro Alexandre de Moraes.
De acordo com a defesa, Bolsonaro apresentou uma piora grave e repentina no quadro clínico, o que exige monitoramento em tempo integral. A PGR reconheceu que o ambiente familiar é mais adequado para garantir os cuidados contínuos necessários ao paciente.
“Está demonstrado que o estado de saúde do postulante demanda atenção constante e atenta que o ambiente familiar, mas não o sistema prisional em vigor, está apto a propiciar”, destacou Paulo Gonet no parecer.
O procurador-geral também ressaltou que é dever do Estado assegurar a integridade física e moral das pessoas sob custódia.
Atualmente, Bolsonaro segue internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital DF Star, sem previsão de alta, conforme boletim médico divulgado no domingo (22/03). O ex-presidente trata uma pneumonia bacteriana bilateral, decorrente de um quadro de broncoaspiração.