Varejista enfrenta sequência de prejuízos, juros elevados e queda no consumo; empresa afirma que lojas e demais canais de venda continuarão funcionando.
O Grupo Casas Bahia pediu recuperação judicial para tentar reorganizar suas finanças e renegociar aproximadamente R$ 17,3 bilhões em dívidas. A medida ocorre após anos de dificuldades financeiras e sucessivos prejuízos registrados pela varejista.
Segundo informações divulgadas pela companhia, o cenário econômico dos últimos anos pressionou as operações do grupo. Entre os fatores apontados estão as taxas de juros elevadas, restrição ao crédito, aumento dos custos financeiros e redução do poder de compra dos consumidores, situação que também afetou o capital de giro da empresa.
A crise financeira da Casas Bahia se intensificou a partir de 2022. Em 2024, a companhia chegou a passar por um processo de recuperação extrajudicial, negociando compromissos diretamente com credores. Apesar das medidas adotadas, os custos e o endividamento continuaram pressionando os resultados.
Somente no segundo trimestre de 2026, a empresa informou prejuízo líquido de aproximadamente R$ 10,1 bilhões. Como parte do plano para diminuir despesas e tornar a operação mais eficiente, o grupo também fechou 298 lojas.
Com a recuperação judicial, a Casas Bahia pretende ganhar condições para reorganizar suas obrigações financeiras e manter suas atividades. A companhia informou que pretende continuar operando normalmente em seus canais de venda durante o processo.